segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

VESPA VELUTINA EM PORTUGAL


Artigo da junta de freguesia de carapeços






 

 

VESPA VELUTINA EM PORTUGAL


A Junta de Freguesia de Carapeços, a pedido da Câmara Municipal de Barcelos e da Associação Apícola entre Minho e Lima (APIMIL), vem solicitar a colaboração de todos na localização de ninhos de vespas velutinas.
Esta vespa é uma espécie exótica que entrou no nosso país em 2010/2011. É originária do sudoeste da Ásia e foi introduzida na Europa através do porto de Bordéus (França) no ano 2004. Desde então a vespa velutina já conquistou 1/3 do território francês e colonizou parte do norte de Espanha em 2010.
Gros plan Vespa Velutina1
Em 2011, no concelho de Viana do Castelo, a sua presença foi confirmada, sendo esta área indicada como centro de dispersão da vespa velutina em território português. Esta vespa tem um impacto negativo na apicultura e na biodiversidade, prejudicando a alimentação de outras espécies. Neste momento é impossível erradicar esta espécie exótica de Portugal, mas desacelerar a sua progressão e diminuir o seu impacto é uma tarefa possível através da destruição de ninhos e colocação de armadilhas.
Neste momento, em alguns concelhos, como Viana do Castelo, Ponte de Lima, Vila Verde, Caminha, Ponte da Barca e Barcelos, já foram detetados ninhos desta espécie. Particularmente, no concelho de Barcelos já foram referenciados ninhos nas freguesias de Fragoso, Tregosa, Durrães, Aguiar, Balugães, Cossourado e Panque, próximas do rio Neiva. A construção destes ninhos é próxima aos cursos de água. Os ninhos são geralmente construídos nas copas das árvores.
VespaAsiática2
Solicitamos deste modo, que caso identifiquem estes ninhos, enviem informação e localização dos mesmos através de fotografias, ou qualquer outro tipo de informação para o seguinte endereço eletrónico: gambiente@cm-barcelos.pt.
Para qualquer esclarecimento ou dúvida, poderão contactar a APIMIL através do contacto 962 889 512 ou 917 172 854 ou ainda para o endereço eletrónico apimil@sapo.pt (Miguel Maia – Técnico apícola da APIMIL).

Mais algumas informações sobre a vespa velutina:
Ciclo biológico
A partir de Janeiro/Fevereiro a rainha fundadora começa a construir um ninho primário. Este ninho é do tamando de "2 bolas de ténis" e contém a rainha e dezenas de vespas obreiras. Durante a Primavera o ninho começa a crescer em número de obreiras, sendo o ninho primário abandonado e construído um ninho secundário. Este ninho secundário é definitivo e bastante maior que o anterior. Devido ao crescimento exponencial do número de vespas, a maior parte dos ataques aos nossos apiários é realizado no início do Verão até ao fim do Outono. No início do Outono dá-se a fecundação das futuras rainhas (rainhas fundadoras) e, quando as temperaturas começam a decrescer (Outubro/Novembro), estas rainhas iniciam a sua hibernação no solo. Nesta altura do ano, todas aas obreiras morreram e o ninho secundário está vazio.
O ninho primário
Existem dois tipos de ninhos: o primário (de primavera) e o secundário (de inverno). O ninho primário é construído durante a época primaveril (Fevereiro a Abril). É construído pela vespa fundadora e algumas obreiras. Situa-se num raio de mais ou menos 500 metros do ninho de inverno. Trata-se de um ninho que costuma ser construído em arbustos, no solo e no interior de caves.
O ninho secundário
O ninho secundário é o ninho definitivo. Na maior parte das vezes é construido nas copas das árvoras a mais de 10 metros de altura. Também pode ser construído am algumas árvores de fruto. Este ninho alberga cerca de 2000 vespas e 1 raínha. O ninho não deve ser destruído com armas de fogo, porque esta atitude faz com que as vespas fundadores se espalhem pela zona para produzirem mais ninhos. Devem ser colocadas armadilhas num raio máximo de 1 km destes ninhos para capturar as fundadoras que saem em Novembro e Dezembro.
A colocação de armadilhas têm dois objectivos:
1) Captar as vespas fundadoras. Estas armadilhas devem ser colocadas no terreno nos meses de Novembro e Dezembro, com o intuito de apanhas as fundadoras que saem dos ninhos secundários. Outra época de colocação das armadilhas é nos meses de Fevereiro a Abril, quando as fundadoras saem de hibernação para procurar locais para futuros ninhos.
2) Diminuir a predação das vespas nos apiários. Estas armadilhas devem ser colocadas nos apiários nos meses de Julho a Novembro a mais ou menos 1 metro de altura em redor do apiário (raio de 5 metros, no máximo).   
O isco pode ser de várias formas (cerveja, vinho branco, sardinhas, peixe podre). A colocação de cerveja impede a entrada de abelhas nas armadilhas. Deve ser colocada uma protecção na boca da armadilha para evitar a entrada de águas das chuvas.


Texto original   
http://www.jf-carapecos.pt/noticias-de-carapecos/78-vespa-velutina-em-portugal.html

Trabalhos em campo Inverno e Primavera


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Formação sanidade apicola e desaparecimento das colmeias com António Gomez Pajuelo




Calendário do apicultor 

No inverno (Novembro e Dezembro e Janeiro) as abelhas precisam de alimento que lhe deve ter sido administrado no Outono e que o apicultor atempadamente deve ter providenciado. No inverno não há criação a rainha cessa a postura os zangãos também já não há e as obreiras formam um cacho que as vai manter juntas e desta forma quentes. Mas se for necessário alimentar não hesite pois as abelhas se tiverem falta de alimento vão morrer de fome brevemente, como não se deve abrir as colmeias pode fazer o teste do peso (levanta a colmeia) que consiste num método pouco fiável mas evita a abertura das colmeias quando está frio ou então só abre mesmo as colmeias que estejam muito leves.